Mergulhador desaparece na Madeira
#1
Posted 10 January 2012 - 10:58 PM
"É um caso que está a ser averiguado pela Marinha. Um mergulhador, um homem com cerca de 60 anos, terá desaparecido na zona da Ribeira Brava, nas imediações de umas gaiolas de aquacultura.
Em declarações à TSF-M, Amaral Frazão, Comandante da Zona Marítima da Madeira revelou que a Marinha está num processo de avaliação, uma vez que "ainda não foi possível obter informação fidedigna e concreta" sobre este caso.
O facto do alerta ter sido dado por volta das 17h10, muito próximo do pôr-do-sol, também não facilitou o processo de averiguação. Ainda assim para o local deslocaram-se elementos da Polícia Marítima e o navio patrulha Cacine. "Com o cair da noite não foi possível iniciar buscas em profundidade", explicou Amaral Frazão.
Caso sejam confirmadas as informações de que de facto está um homem desparecido, a Marinha vai iniciar na manhã de terça-feira buscas. Para o local vão ser enviados o navio patrulha Cacine, elementos do grupo de mergulho forense e da Polícia Marítima. Vão também ser efectuadas buscas em terra."
#2
Posted 11 January 2012 - 12:08 PM
update:
in "Publico.pt" 11/01/2012 11.08
As buscas para encontrar o homem que desapareceu no mar, na zona da Ribeira Brava, na tarde da última segunda-feira, foram retomadas na manhã desta quarta-feira, informou o comandante da Zona Marítima da Madeira.
Segundo Pedro Amaral Frazão, está agora na zona o navio-patrulha Cacine, “para fazer a interdição à navegação na área, buscas visuais e apoio à operação”, ao qual se vai juntar “uma embarcação da autoridade marítima” com técnicos e equipamento de detecção submarina.
“Trata-se de uma equipa de três elementos que vai operar o equipamento de detecção submarina, com vista a tentar localizar o mergulhador desaparecido”, explicou Pedro Amaral Frazão, sustentando que, “da avaliação detalhada e permanente” à situação, foi considerado necessário deslocar aqueles meios da Marinha que se encontravam em Lisboa.
Em paralelo com as buscas decorre esta manhã uma reunião, convocada por Pedro Amaral Frazão, também capitão do porto do Funchal, onde vão estar “mergulhadores que se voluntariaram para prestar apoio às operações”, assim como mergulhadores da Polícia Marítima, para, “em caso de detecção da pessoa desaparecida, ser definida a operação de mergulho de resgate”.
O alerta do desaparecimento do sexagenário, envolvido nas operações de manutenção da exploração de aquacultura (viveiros para a produção de peixes), foi feito pelas 17h de segunda-feira.
#3
Posted 12 January 2012 - 11:26 AM
As buscas para encontrar o homem que desapareceu na segunda-feira à tarde no mar, na zona da Ribeira Brava, foram hoje prejudicadas pelas condições meteorológicas e oceanográficas, disse à agência Lusa o comandante da Zona Marítima da Madeira.
«Hoje empenhámos o navio-patrulha Cacine e uma embarcação do navio para realizar buscas visuais a partir do mar», afirmou Pedro Amaral Frazão, adiantando que da avaliação que foi feita, «conjugada, também, com o agravamento das condições meteorológicas» e do mar, foi considerado «não estarem reunidas as condições para encarar como viável realizar buscas de outra forma».
A análise foi feita com «o apoio de técnicos de mergulho forense da Polícia Marítima e também com a prestimosa colaboração de mergulhadores profissionais e amadores que, por sua iniciativa, mostraram disponibilidade para colaborar com a Marinha», assinalou.
Ainda assim, adiantou o também capitão do porto do Funchal, esta tarde «foi possível, com a equipa dos mergulhadores sapadores da Marinha, fazer uma avaliação das condições no local, com vista à operação de um veículo submarino não tripulado» que chegou à região hoje.
Segundo o responsável, este equipamento permite realizar «buscas subaquáticas à profundidade em que se admite possa estar» o homem desaparecido «sem exposição de mergulhadores».
«Contudo, pelas condições meteorológicas e oceanográficas que se fizeram sentir durante a tarde de hoje não foi de todo possível operar esse equipamento dentro dos parâmetros normais», declarou.
Pedro Amaral Frazão referiu que, «embora a previsão meteorológica aponte para a manutenção destas condições de tempo» na quinta-feira, tudo indica que, «tão cedo quanto possível», se possa operar o veículo submarino que permitirá a recolha de imagens do fundo do mar.
Em função da análise das imagens e dos dados, a Marinha vai tentar detectar o mergulhador desaparecido que admite estar a uma profundidade de cerca de 60 metros - para depois o recuperar.
Pedro Amaral Frazão sublinhou que «a prioridade é detectar o mergulhador desaparecido não expondo ninguém ao risco de um mergulho àquelas profundidades».
«Tudo indica que o mergulhador desaparecido possa estar em imersão, nunca será de excluir que possa vir à superfície, portanto manter alguma acuidade visual naquela zona penso que é da mais elementar e evidente necessidade», acrescentou o responsável.
O alerta do desaparecimento do homem, envolvido nas operações de manutenção da exploração da aquacultura (viveiros para a produção de peixes), foi feito pelas 17 horas de segunda-feira.
Lusa/SOL
#4
Posted 12 January 2012 - 11:32 AM
Operações para localizar mergulhador desaparecido foram retomadas
As operações para localizar o homem que desapareceu na tarde de segunda-feira no mar, na zona da Ribeira Brava, foram retomadas esta quinta-feira, informou o comandante da Zona Marítima da Madeira.
#5
Posted 13 January 2012 - 10:44 AM
As operações para localizar o homem que desapareceu na tarde de segunda-feira no mar, na zona da Ribeira Brava, foram suspensas pelas 14h00 devido às condições meteorológicas e do mar, revelou o comandante da Zona Marítima da Madeira.
"Face ao agravamento das condições meteorológicas no local, em especial do vento forte que se faz sentir, bem como da agitação marítima, decidi cerca das 14:00, suspender as operações a partir do mar, que têm vindo a ser apoiadas pelo navio-patrulha Cacine, por considerar não estarem reunidas as condições de segurança necessárias e a sua eficiência", declarou Pedro Amaral Frazão, garantindo, contudo, a manutenção da "vigilância visual junto da linha de costa naquela zona".
O responsável adiantou que, "na parte da manhã, as buscas subaquáticas foram realizadas a grande profundidade, abaixo dos 40 metros, com recurso ao veículo autónomo não tripulado operado por militares do Destacamento de Mergulhadores Sapadores que se encontram na região" desde quarta-feira.
"Em resultado desta parte da operação foram obtidas imagens sonar (acústicas e de reflexão de objetos que se encontram no fundo), como também fotografias", explicou o capitão do porto do Funchal, referindo que as buscas subaquáticas se concentraram "na área próxima dos dispositivos de aquacultura, em torno do provável ponto de queda do mergulhador desaparecido".
"Para que as pessoas tenham uma ideia, a área coberta pelo equipamento, só esta manhã, corresponde a cerca de seis campos de futebol, tendo-se obtido mais de 5000 fotografias e imagens sonar que estão, agora, a ser detalhadamente analisadas", realçou Pedro Amaral Frazão.
O comandante adiantou que durante a manhã, para além das buscas visuais, "o grupo de mergulho forense da Polícia Marítima conduziu buscas subaquáticas em baixa profundidade (até seis metros) junto à linha de costa numa extensão aproximada de 800 metros".
Sobre as operações, com cerca de 50 militares e militarizados da Marinha, Pedro Amaral Frazão esclareceu que estão estabelecidas várias prioridades: a manutenção das buscas visuais a partir de terra, a análise e validação dos dados obtidos pelo veículo autónomo não tripulado e ainda o teste aos equipamentos.
"Finalmente, e em função dos dados obtidos, bem como da previsão meteorológica, planear as atividades para sexta-feira", que, neste momento, "não é possível antever", notou.
O comandante da Zona Marítima ressalvou que hoje, "cerca de 72 horas após o desaparecimento do mergulhador, não é possível prever o desfecho da operação", garantindo, porém, que está a ser feito tudo para ser bem sucedida, "não expondo quaisquer mergulhadores aos riscos associados a trabalhos a grandes profundidades".
"Há que ter a noção que esta operação, que todos pretendemos seja bem sucedida, está, como se vê, muito dependente das condições meteorológicas, o único fator que, para além da sorte, não conseguimos controlar", comentou Pedro Amaral Frazão.
O alerta do desaparecimento do homem, com cerca de 60 anos, envolvido nas operações de manutenção da exploração da aquacultura (viveiros para a produção de peixes), foi feito pelas 17:00 de segunda-feira.
Lusa
#6
Posted 13 January 2012 - 10:48 AM
Sexta, 13 de Janeiro de 2012
Madeira
Mergulhador desaparecido gera dúvidas legais
Alegada prática irregular desta actividade adensa o mistério. Corpo por encontrar
#7
Posted 13 January 2012 - 02:52 PM
Trabalho profissional executado por amador? Violação de normas de segurança?
Não se consegue ler a notícia...

#8
Posted 13 January 2012 - 04:46 PM
A única certeza que há é que o pobre morreu e está no fundo à espera que as burocracias o deixem voltar...
#9
Posted 13 January 2012 - 05:13 PM
Qual foi ou pensam que foi a irregularidade?
Trabalho profissional executado por amador? Violação de normas de segurança?
Não se consegue ler a notícia...
Só sei o que apareceu nas notícias, o que foi dito é que a operação decorria a uma profundidade próxima ou nos 60 mts, e que só estariam 2 mergulhadores presentes, ambos a mergulharem.
Ora segundo a legislação, as condições seguintes seriam necessárias para um mergulho abaixo dos 40 mts (Ponto 5):
Decreto-Lei n.º 12/94, de 15 de Janeiro
Artigo 26.°
Constituição da equipa de mergulho
1 - Sempre que for efectuada uma operação de mergulho, deve existir um número suficiente de
mergulhadores e de outras pessoas (equipa de mergulho) com as competências necessárias para:
a) Garantir dentro do possível a condução em segurança da operação;
b) Operar a instalação, equipamentos e outros dispositivos necessários à condução da operação
em segurança.
2 - Se a operação de mergulho é realizada a menos de 10 m de profundidade, a equipa mínima de
mergulhadores, em função da técnica de segurança utilizada, é composta por:
a) Com linha guia: um supervisor acumulando as funções de guia e de mergulhador pronto e um
mergulhador, os quais podem ser de 3.ª classe;
b) Com mergulho a par: dois mergulhadores, os quais podem ser de 3.ª classe.
3 - Se a operação de mergulho é realizada a mais de 10 m e a menos de 20 m de profundidade e o tempo
de descompressão planeado pelas tabelas de descompressão no anexo C não ultrapassar vinte minutos,
a equipa mínima de mergulhadores em função da técnica de segurança utilizada é composta por:
a) Com linha guia: um supervisor, que pode ser mergulhador de 2.ª classe, um guia, um
mergulhador pronto e um mergulhador, que podem ser de 3.ª classe;
b) Com mergulho a par: um supervisor, que pode ser mergulhador de 2.ª classe, um mergulhador
pronto e dois mergulhadores, que podem ser de 3.ª classe.
4 - Se a operação de mergulho é realizada a mais de 20 m e a menos de 40 m de profundidade e o tempo
de descompressão planeado pelas tabelas de descompressão no anexo C não ultrapassar vinte minutos,
a equipa mínima de mergulhadores em função da técnica de segurança utilizada é composta por:
a) Com linha guia: um supervisor, que pode ser mergulhador de 1.ª classe, um guia, que pode ser
de 3.ª classe, um mergulhador e um mergulhador pronto, que podem ser de 2.ª classe;
b) Com mergulho a par: um supervisor, que pode ser mergulhador de 1.ª classe, um mergulhador
pronto por cada par de mergulhadores e dois mergulhadores, que podem ser de 2.ª classe.
5 - Sempre que o tempo de descompressão planeado de acordo com as tabelas no anexo C é superior a
vinte minutos ou se a operação de mergulho é realizada a mais de 40 m e a menos de 60 m de
profundidade, a equipa mínima é composta por um supervisor, que é obrigatoriamente mergulhadorchefe,
um guia por mergulhador, que pode ser de 3.ª classe, um mergulhador pronto, um mergulhador
pronto de reforço ao mergulhador pronto e um mergulhador, que podem ser de 1.ª classe.
6 - Se a operação de mergulho é realizada a mais de 60 m, no local devem permanecer um médico e um
enfermeiro habilitados com uma formação em fisiopatologia hiperbárica, devendo a equipa mínima de
mergulhadores ser composta por um supervisor, um mergulhador e um mergulhador pronto, os quais são
obrigatoriamente mergulhadores-chefes.
#10
Posted 13 January 2012 - 05:18 PM
Além do anterior, é dito pelo artigo seguinte do mesmo decreto lei que abaixo dos 40m até aos 60m deve ser usado um equipamento semi-autónomo e é necessária a presença no local de uma Câmara Hiperbárica.
Artigo 29.°
Requisitos mínimos de instalações e equipamentos para operações de mergulho
1 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a menos de 40 m de profundidade e em que o
tempo de descompressão planeado de acordo com as tabelas no anexo C seja inferior a vinte minutos,
podem ser utilizados o mergulho autónomo ou o semiautónomo e tem de ser mantido um sistema de
evacuação rápido para o serviço de tratamento hiperbárico mais próximo enquanto estiverem
mergulhadores na água e nas quatro horas imediatamente após ter terminado a operação de mergulho.
2 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a mais de 40 m e menos de 60 m ou sempre que o
tempo de descompressão planeado pelas tabelas no anexo C seja superior a vinte minutos, deve ser
utilizado o mergulho semiautónomo, existir uma câmara hiperbárica à superfície e os mergulhadores
devem entrar e sair da água numa plataforma içada e arriada por um guincho ou grua.
3 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a mais de 60 m de profundidade devem ser
utilizados o mergulho de intervenção com o sino de mergulho ou o mergulho de saturação.
#11
Posted 13 January 2012 - 08:34 PM
Além do anterior, é dito pelo artigo seguinte do mesmo decreto lei que abaixo dos 40m até aos 60m deve ser usado um equipamento semi-autónomo e é necessária a presença no local de uma Câmara Hiperbárica.
Artigo 29.°
Requisitos mínimos de instalações e equipamentos para operações de mergulho
1 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a menos de 40 m de profundidade e em que o
tempo de descompressão planeado de acordo com as tabelas no anexo C seja inferior a vinte minutos,
podem ser utilizados o mergulho autónomo ou o semiautónomo e tem de ser mantido um sistema de
evacuação rápido para o serviço de tratamento hiperbárico mais próximo enquanto estiverem
mergulhadores na água e nas quatro horas imediatamente após ter terminado a operação de mergulho.
2 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a mais de 40 m e menos de 60 m ou sempre que o
tempo de descompressão planeado pelas tabelas no anexo C seja superior a vinte minutos, deve ser
utilizado o mergulho semiautónomo, existir uma câmara hiperbárica à superfície e os mergulhadores
devem entrar e sair da água numa plataforma içada e arriada por um guincho ou grua.
3 - Nas operações de mergulho que sejam efectuadas a mais de 60 m de profundidade devem ser
utilizados o mergulho de intervenção com o sino de mergulho ou o mergulho de saturação.
A versão oficial é que o acidente se deu junto aos viveiros (entre 10 e 20 metros) e o corpo estaria numa zona de 60m, ou seja depois do acidente foi arrastado para uma zona mais profunda.
Mais uma vez, fazem-se historias para que os noticiários tenham audiências...
Facto: Um acidente mortal ceifou a vida de um mergulhador.
Tudo o resto são especulações!
Pedro
Edited by PMiguel, 13 January 2012 - 08:35 PM.
#12
Posted 13 January 2012 - 10:39 PM
A versão oficial é que o acidente se deu junto aos viveiros (entre 10 e 20 metros) e o corpo estaria numa zona de 60m, ou seja depois do acidente foi arrastado para uma zona mais profunda.
Mais uma vez, fazem-se historias para que os noticiários tenham audiências...
Facto: Um acidente mortal ceifou a vida de um mergulhador.
Tudo o resto são especulações!
Pedro
Caro Pedro,
De facto pouco ainda se sabe sobre este acidente, uma das razões que iniciei este post foi divulgá-lo e esperar que alguém pudesse partilhar mais informação sobre o mesmo.
Independentemente de como se deu o acidente, morreu um colega meu!!! Pior é que ainda não sei sequer se o conhecia, pois ainda não consegui saber a sua identidade.
Por outro lado, não me admira que a verdade seja escondida, ou pelo menos tentem dar versões coloridas do que se passou, isso é hábito quando os acidentes ocorrem.
Conhecendo o meio, sei que raramente, muito raramente a legislação é cumprida!!!! Se foi isso que aqui aconteceu, não sei, não sou eu que sei!!
Ocorrer um acidente é sempre mau, muito mau, mas divulgá-lo ajuda a prevenir erros futuros, lembra-nos que amanhã podemos ser nós.
Pena é que por ele nada mais haja a fazer...
#13
Posted 15 January 2012 - 11:38 PM
Mergulhador continua desaparecido
Actualizado há 4 horas e 9 minutos
Márcio Berenguer
1 comentário
Uma das áreas em que têm decorrido as buscas
O mergulhador desaparecido na Ribeira Brava ainda não foi encontrado, informou hoje o Subcentro de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal.
"As boas condições atmosféricas registadas durante todo o dia de hoje permitram estender o período de imersão do veículo autónomo não tripulado, tendo realizado buscas subaquáticas durante cerca de quatro horas e 30 minutos", explica a Marinha, num comunicado assinado pelo capitão do Porto do Funchal, Amaral Frazão.
O documento adianta que os dados obtidos vão ser "detalhadamente analisados" nas próximas horas, e que no final do dia será marcada uma reunião para "avaliar a situação" e definir a linha de acção para amanhã.
"As operações a partir do mar foram suspensas cerca das 17h30, mantendo-se as buscas visuais a partir de terra por elementos da Polícia Marítima até ao pôr-do-sol", conclui o comunicado.
Trata-se de um homem com cerca de 60 anos, casado, pai de dois filhos, natural do continente mas residente há muitos anos em Câmara de Lobos. Carlos Silva era um mergulhador experiente que fez carreira no Parque Natural da Madeira, e o desaparecimento foi comunicado às autoridades na tarde da passada segunda-feira, quando ele efectuava a manutenção das jaulas de uma exploração de aquacultura.
Desde esse dia, a Marinha tem efectuado buscas diários, empenhando mais de meia centena de homens e recorrendo a tecnologia avançada, como o veículo autónomo que, de acordo com Amaral Frazão, permite percorrer com maior rapidez a área de buscas
#14
Posted 16 January 2012 - 11:05 PM
A partir desta 3ª feira apenas far-se-á vigilância visual ao longo da costa
Actualizado há 31 minutos
Orlando Drumond

A Capitania do Porto do Funchal decidiu não continuar com as buscas para encontrar o mergulhador desparecido há mais de uma semana no mar ao largo da costa da Ribeira Brava. Para já está cancelada a operação, que teve esta manhã a sua última tentativa, com o envio de uma equipa de quatro mergulhadores para a zona dos viveiros, de onde regressariam pouco depois ao cais da Ribeira Brava, sem qualquer elemento sobre o paradeiro de Carlos Silva, o mergulhador de 60 anos que desapareceu, fez hoje 8 dias.
Em virtude do insucesso e do passar do tempo, a Autoridade Marítima na Região emitiu já esta noite um comunicado a dar conta da mudança de planos.
As buscas para encontrar o mergulhador desaparecido no dia 9 de Janeiro, junto às instalações de aquacultura na Ribeira Brava, estão suspensas, mas serão retomadas caso existam novos indícios, comunicou Amaral Frazão.
O Capitão fez saber que a partir de amanhã, a Polícia Marítima assegurará uma vigilância visual alargada à costa sul da ilha da Madeira, com vista à eventual detecção do mergulhador desaparecido, refere a nota, que termina relembrando que, até agora, nestas buscas que se têm mostrado infrutíferas foram empenhados mais de 50 militares e militarizados da Marinha.
#15
Posted 30 March 2012 - 04:42 PM
Caro Pedro,
De facto pouco ainda se sabe sobre este acidente, uma das razões que iniciei este post foi divulgá-lo e esperar que alguém pudesse partilhar mais informação sobre o mesmo.
Independentemente de como se deu o acidente, morreu um colega meu!!! Pior é que ainda não sei sequer se o conhecia, pois ainda não consegui saber a sua identidade.
Por outro lado, não me admira que a verdade seja escondida, ou pelo menos tentem dar versões coloridas do que se passou, isso é hábito quando os acidentes ocorrem.
Conhecendo o meio, sei que raramente, muito raramente a legislação é cumprida!!!! Se foi isso que aqui aconteceu, não sei, não sou eu que sei!!
Ocorrer um acidente é sempre mau, muito mau, mas divulgá-lo ajuda a prevenir erros futuros, lembra-nos que amanhã podemos ser nós.
Pena é que por ele nada mais haja a fazer...
Boa tarde Caro "Shimoda",
Antes de mais e para que o identifique, o mergulhador desaparecido a 9 de Janeiro era o Carlos Silva, mais conhecido por "Vidrinhos" e mais conhecido por mim como "Pai".
Sabe que das primeiras coisas que o meu pai me ensinou sobre o mergulho foi axactamente a não falar de acidentes a um "maçarico", a um "novato"... Deixá-lo primeiro apaixonar-se por esta que é uma atividade incrííível, explicar-lhe sobre segurança sim... mas não o assustar! Nunca começar pelo susto! Aliás, o "novato" será assustadiço por natureza, logo, não vale de todo a pena alarmá-lo ainda mais, levá-lo para a água em ansiedade e consequntemente, pô-lo em risco de cometer erros e provocar - aí sim - um possível acidente! Se formos a ver bem, os acidentes ocorrem com os outros, os experientes... e esses, já são experientes, conhecem as regras e as condições de segurança, portanto, não precisam deste blog...
Diria, portanto, que a explanação pública do acidente do meu pai, só interessa verdadeiramente à família e às entidades competentes, uma vez que os restantes, são meros curiosos, não concorda?
Espero que compreenda a minha posição e que não me leve a mal quando lhe peço, a si e a todos, que tenham em atenção o que se pblica e porquê... pode ser lido por todos e pode mesmo ferir susceptibilidades...
Positivando, preferia que tivesse publicado esta notícia: http://impresso.jorn...272&sup=0
Cumprimentos,
Carolina Silva.
#16
Posted 30 March 2012 - 08:14 PM
Nada pode aliviar a sua perda e da sua família, que todos lamentamos.
Desejo-lhe tudo de bom para si e para os seus.















