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28 replies to this topic

#1 murillus

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Posted 05 September 2005 - 09:44 PM

Segunda, 5 de setembro de 2005, 10h20

Surfista australiano "nocauteia" tubarão e sobrevive

Um surfista australiano sobreviveu a um ataque de um grande tubarão branco ontem ao dar vários socos no animal de quatro metros enquanto este mordia suas pernas e braços. O incidente aconteceu na península de Eyre, sul da Austrália, uma área conhecida pela presença de tubarões. Jack Heron, 40 anos, pescador de profissão, está se recuperando em um hospital, após receber 20 pontos no braço e 40 na coxa. Os dois filhos de Heron assistiram a tudo, horrorizados, da praia. "Ninguém viu o tubarão vir para cima dele. (O tubarão) o jogou para fora da prancha. Ele o puxou para baixo, porque a cordinha da perna estava presa a ele", disse outro surfista, Craig Materna, a jornalistas. "Ele chutou e socou o tubarão, acho que na guelra." O tubarão mordeu Heron no braço e na coxa direitas, rasgando sua roupa especial. Também abocanhou a prancha, quebrando-a em duas. "Olhamos para cima e vimos sua prancha pular para fora da onda e este tubarão enorme simplesmente vindo", disse Jasmine Buckland, que estava hoje na praia da baía Fisher. "Então o tubarão veio duas vezes para cima (do surfista), na perna e depois no braço, e a prancha foi mordida e ficou simplesmente em dois pedaços", afirmou ela a uma rádio.

Há menos de duas semanas, um biólogo foi morto por um tubarão, provavelmente da mesma espécie, durante um mergulho na costa de Adelaide. Em dezembro de 2004, um surfista de 18 anos foi morto por um grande tubarão branco também em uma praia de Adelaide.

As águas do sul da Austrália são muito procuradas pelos temidos grandes tubarões brancos, devido à abundância de alimentos para eles. Nos últimos 14 meses, houve quatro ataques letais em todo o país. O primeiro ataque registrado de um tubarão na história da Austrália aconteceu em 1791.



Qual o real moticvo destes ataques ? ? ?

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#2 murillus

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Posted 05 September 2005 - 09:53 PM

O Grande Tubarão Branco (carcharodon carcharias)

Habitat: pode ser encontrado próximo às costas temperadas e subtropicais nos oceanos de todo o mundo.

Tamanho: média da 5 a 7 metros e 2 toneladas, mas já foi encontrada uma fêmea de 11 metros.

Reprodução: são ovíparos e a fertilização dos ovos e a choca ocorrem na fêmea. Podem gerar de 2 a 14 filhotes que nascem medindo aproximadamente 1,5 m de comprimento e totalmente independentes.

Alimentação: alimenta-se de peixes, mamíferos marinhos e até outros tubarões. O ideal é quando se alimentam de animais que possuem bastante gordura, podendo permanecer por longos períodos até se alimentar de novo. Em seu cardápio estão o salmão, o atum, o leão marinho, tatarugas marinhas, pássaros que vivem perto do mar, focas e outros tubarões.

Predador: o grande tubarão branco é o maior predador marinho. Os ataques a humanos são raros, e acontecem entre os tubarões mais novos, que são mais agressivos, pois, ainda não sabem identificar a sua "comida" ,no caso os animais de mais gordura. O Grande Tubarão Branco tem uma barriga branca e suas costas são cinza escura, e nadando chega a uma velocidade de 40 km/h. Ele pode saltar todo para fora da água enquanto ataca sua presa ou por trás ou pelo lado, normalmente ao atacar ele da uma primeira mordida para deixar sua presa sangrando até morrer e espera até ver que o animal morreu, depois é que ele faz sua "refeição".

Fatos & Curiosidades: No litoral do Brasil há 24 registros de aparecimento de tubarões brancos da costa do Rio Grande do Sul ao Ceará, sendo que houveram 2 ataques no Rio de Janeiro. A probabilidade de você ser atacado por um tubarão é menor do que a de ser atingido por um raio. Apenas uma pequena porcentagem de espécies de tubarões são consideradas perigosas ao homem e entre elas, os jovens são os mais perigosos, por serem afoitos e agressivos e ainda não saberem discernir entre o que é alimento ideal para ele e o que não é. A carne humana não é palatável para os tubarões. Os tubarões não devem ser exterminados nem caçados, pois, estão no topo da cadeia alimentar e são fundamentais para o equilíbrio da fauna. Um tubarão bem alimentado é inofensivo. Os registros de ataques de tubarões têm sido maiores devido à depredação do mar pelo homem, ao alto tráfego marinho e à caça desenfreada nos mares, o que causa desequilíbrio ecológico e traz os tubarões famintos aos lugares menos esperados.


Qual é o real motivo dos ataques de tubarao ? ? ?
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#3 sodokan_mares

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Posted 26 September 2005 - 04:20 PM

Como o titulo relaciona.se com o assunto coloco cá esta noticia.
Tudo bem murillus?

Um recorde... sob cuidados humanos!

Uma fêmea juvenil de tubarão-branco (Carcharodon carcharias) permaneceu sob cuidados humanos, no Monterey Bay Aquarium durante 198 dias. Um tempo de permanência recorde para indivíduos desta espécie!

Posted Image

A sua estadia no Aquário terminou após a sua reintrodução na Natureza (nas águas da Califórnia) no passado mês de Março. O seláceo foi equipado com uma anilha electrónica que irá registar toda a informação antes de se libertar do corpo do animal, ao final de um mês. Esta será uma ajuda preciosa para a compreensão de muitos aspectos relacionados com a sua Ecologia, uma vez que pouco se sabe sobre os padrões de migração da espécie.

A sua reintrodução foi necessária devido ao caracter altamente predatório comum à espécie, que levou a jovem fêmea a exibir comportamentos de perseguição a muitos dos espécimes com os quais coabitava, levando-a, inclusivamente, a predar outros tubarões, mesmo estando totalmente saciada.

Esta espécie consta, desde Outubro passado, no apêndice II da CITES e é considerada pela World Wildlife Fund (WWF) uma das 10 espécies mais procuradas no mercado internacional, pelo que necessita de protecção.
"Há três espécies de homens... Os vivos, os mortos e os que andam no mar." Platão, 427-347 ac

#4 Fernando Reis

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Posted 26 September 2005 - 09:54 PM

as raras ocorrências de ataques a banhistas e a surfistas são devidas principalmente por estes se comportarem à superfície como focas e serem por isso confundidos como alimento pelos tubs (q por sinal são um bocado míopes)
-_-
o pior é q os humanos têm uma tendência enorme para multiplicar as más notícias e guardar as boas bem escondidas.
<_<
lembram-se dos ditados um bocado idiotas mas infelizmente verdadeiros?
- quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto
e
- o segredo é a alma do negócio

os tubs são os bichos mais extraordinários e fascinantes de se observarem (no seu meio ambiente!)
:-)
O azul... é tranquilidade e equilíbrio. Os que nos observam... podem.

#5 ioan

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Posted 27 September 2005 - 12:00 AM

Espero não estar a dizer nenhuma barbaridade, mas a rota de migração não passa pelos Açores?
Abraços.
Eu ainda sou do tempo das garrafas com alavanca da reserva


http://littlebarhut.blogspot.com/

#6 Guest_Fernando Oliveira_*

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Posted 27 September 2005 - 08:24 AM

Ontem, cerca das 21/22 horas no Odisseia estava a dar um programa em que um individuo nadava livremente com um tubarão (creio que tigre) e inclusivamente o tubarão ignorou o isco que ele tinha na mão e só ao fim de algum tempo é que comeu o isco sem nunca ter ameaçado o mergulhador e permitindo-lhe que o tocasse.

Creio não ser uma grande asneira dizer que a maior parte dos ataques de tubarão se dão por engano: normalmente porque a silhueta de um nadador se assemelha muito à da foca que é um dos pratos preferidos dos tubarões.

No entanto, como animais selvagens que são, o seu comportamento é imprevisível e não creio que se conseguirá alguma vez criar um padrão comportamental.

#7 balenapteridae

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Posted 27 September 2005 - 09:02 AM

"Pânico, é o que nome provoca quando mencionado em determinadas situações. Sua fama e má reputação os tornaram os seres marinhos mais respeitados e temidos em todo o mundo. No entanto, sua real periculosidade, (...) não é tão grande e certa como muitos acreditam. Apesar dos frequentes ataques que vem ocorrendo nos últimos anos (...), os tubarões não são "feras assassinas" como se imagina. Em todo o mundo são conhecidas cerca de 380 espécies (oitenta no Brasil), cujos tamanhos podem variar de 15 cm a 18 m de comprimento. Entretanto, apenas algo em torno de trinta espécies já provocaram, comprovadamente, acidentes com o homem. Destas, os registros demonstram que somente doze, no litoral brasileiro, são perigosas e realmente podem atacar banhista, surfistas, pescadores e mergulhadores.


HÁBITOS


Basicamente marinhos e pelágicos, habitam as águas costeiras e oceânicas, da superfície ao fundo, em praticamente todos os oceanos e mares. Carnívoros em sua esmagadora maioria, são predadores por excelência. Possuem um sistema nervoso muito primitivo, com cérebro pequeno e sensibilidade à dor quase inexistente. Fortes e resistentes, podem demorar muito a morrer ainda que seriamente feridos. Diversos casos já foram relatados sobre cações que mesmo eviscerados continuavam lutando e até mesmo comendo suas próprias vísceras. Agem exclusivamente por instinto, e suas reações são imprevisíveis ; devido à falta de conhecimento sobre seu comportamento, pois são animais que têm uma ampla variação de atitudes muito pouco estudadas. Algumas espécies, devido a sua voracidade, atuam como verdadeiros "lixeiros do mar" ao comerem animais feridos ou mortos (mesmo em decomposição). Entretanto, todas possuem suas preferências alimentares e seguem, de modo habitual, uma dieta regular de peixes, crustáceos, lulas, polvos, tartarugas, raias e outros cações. Incluem-se aí aqueles considerados "Terror dos Mares" e "Comedor de Homens". As práticas de caça dos tubarões são guiadas e determinadas basicamente pela combinação de todos os seus sentidos. No entanto, os padrões de comportamento dos tubarões na busca para obtenção de alimento variam de forma substancial. Em um padrão normal seus movimentos costumam ser lentos e determinados. Outras vezes são convulsivos e rápidos. Na verdade, os padrões de comportamento relativos à forma de natação, aproximação e ataque final variam de acordo com a espécie do tubarão e conforme determinadas situações particulares. Uma delas, onde talvez ocorra a maior demonstração de voracidade e agressividade, costuma ser denominada "frenesi". Esse padrão de comportamento, se é que se pode chamá-lo assim, ocorre usualmente na presença de grande quantidade de comida ou após uma catástrofe __ naufrágio de navio ou queda de avião __ em águas infestadas de tubarões. Justamente porque esse padrão de comportamento é bastante encorajado quando os tubarões estão em grande número. O padrão de frenesi é muito irregular e não segue os padrões normais de movimentação durante as buscas por alimento. Durante o frenesi os tubarões costumam nadar rapidamente para a superfície da água para morder os objetos que estejam flutuando e, imediatamente após, e de maneira repentina, mergulham golpeando e mordendo vorazmente qualquer coisa que esteja ao seu alcance.


Principais Espécies Responsáveis por Registros de Ataque ao Homem


Cabeça-chata - Carcharinus leucas. Tamanho máximo: 3,5m e 230 Kg. Ocorrência: norte, nordeste e parte do sudeste.


Cação-limão - Negaprion brevirostris Tamanho máximo: 3,3 m e 120 kg. Ocorrência: norte, nordeste e parte do sudeste.


Fidalgo - Carcharhinus obscurus Tamanho máximo: 3,6


Galha-branca - Carcharhinus longimanus. Tamanho máximo: 3,6 m e 180 kg. Ocorrência: toda a costa brasileira.


Lombo-preto - Carcharhinus falciformis Tamanho máximo: 3,5 m e 150 kg. Ocorrência: norte, nordeste.


Mako - Isurus oxyrinchus Tamanho máximo: 4 m e 500 kg. Ocorrência: toda a costa brasileira .


Mangona - Odontaspis taurus Tamanho máximo: 3 m e 145 kg. Ocorrência: sudeste e sul.


Marracho - Lamna nasus Tamanho máximo: 3 m e 380 kg. Ocorrência: sul.


Tintureira - Galeocerdo cuvieri Tamanho máximo: 7,4 m e 750 kg. Ocorrência: norte, nordeste e parte do sudeste.


Tubarão-azul - Prionace glauca Tamanho máximo: 4,8 m e 150 kg. Ocorrência: toda a costa brasileira.


Tubarão-branco - Carcharodon carcharias Tamanho máximo: 9 m e 2,5 ton. Ocorrência: toda a costa brasileira.


Tubarão-martelo - Sphyrna zygaena Tamanho máximo: 4 m e 400 kg. Ocorrência: toda a costa brasileira.


Comportamento de Ataque


Infelizmente, somente podemos estudar e conhecer o comportamento de ataque dos tubarões através de relatos de casos reais onde a vítima sobreviveu ou havia a presença de um observador no local. Mesmo assim, na maioria das vezes as observações e relatos só podem ser empregados de forma genérica, pois dificilmente a vítima ou o observador identificam ou fornecem informações precisas para a identificação da espécie agressora. Em muitos casos, os tubarões agressores não são vistos pela vítima antes do ataque. Em outros, porém, um comportamento agressivo, anterior ao ataque, tem sido observado pela vítima ou por um observador. Esse comportamento


O Ataque de Tubarão


(...)o ataque de tubarão ao homem não é comum, porém não pode ser descartado. Devido à circunstâncias especiais ; como a fome o medo pode ser vencido e o ataque a um banhista pode ocorrer. Desde 1955 foram registrados apenas 51 ataques com dez mortes no litoral brasileiro (no mundo todo são registrados cerca de cem ataques por ano, sendo vinte fatais). As estatísticas mundiais mostram que os ataques costumam ocorrer em águas não muito rasas, com mais de 2 m de profundidade, e envolvem tubarões com cerca de 2 a 8 m de comprimento (82% das espécies apresentam comprimento máximo entre 20 cm e 2 m). E, ainda, que a probabilidade de alguém ser atingido por um raio é muito maior. Entretanto, um raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar. O que não pode ser dito a respeito de ataques de tubarão. Em todo o mundo o maior número de ataques de tubarão ocorre nos mares tropicais e subtropicais. As áreas consideradas mais perigosas, com 54% dos ataques no mundo, são a África do Sul, a Austrália e os Estados Unidos. Estudos dos acidentes provocados por tubarões em todo o mundo revelam que a maioria dos ataques ocorre quando a temperatura da água está igual ou maior que 21o C, embora algumas fatalidades já tenham ocorrido em temperaturas menores. O pico dos ataques ocorre no mês de janeiro, e o período de risco está compreendido entre 14:00 e 18:00 horas. O grande risco seria entre 15:00 e 16:00 horas. Entretanto, deve-se levar em consideração que os tubarões alimentam-se a qualquer hora, particularmente à noite. Alguns autores afirmam ainda que nos acidentes em grupo, como os naufrágios, os tubarões limitam seus ataques à primeira vítima. No entanto, o que de fato costuma ocorrer é que a fonte de atração, o sangue, vem da primeira pessoa atacada. Porém, aqueles que permanecem por perto também poderão tornar-se vítimas, pois, nestas situações, devido à grande quantidade de sangue na água, os tubarões tornam-se extremamente nervosos e descontrolados , "padrão de frenesi ". Quanto mais sangue mais ataques, em um compasso que leva à "orgia", à uma carnificina descontrolada onde os tubarões mordem qualquer coisa que esteja na água ensanguentada e agitada, quando até mesmo alguns tubarões são feridos e mortos. Usualmente a lesão provocada pelo ataque de um tubarão advém de uma única mordida que pode apresentar-se como laceração e/ou compressão, de acordo com o tipo de tubarão agressor. Em função da força mandibular empregada pelo animal, que pode chegar a 300 kg/mm2 de superfície de dente, os danos podem extender-se internamente. Qualquer mordida, independente do tamanho do tubarão, deve ser considerada grave devido às dilacerações que provocam. A hemorragia proveniente do corte de grandes vasos ou danos em estruturas internas altamente vascularizadas induz o choque hipovolêmico e o consequente afogamento da vítima. De acordo com os registros, a mortalidade provocada pelos ataques de tubarão está situada entre 20 e 35%."

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#8 balenapteridae

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Posted 27 September 2005 - 09:07 AM

"Prevenção do Ataque


Deve-se ter em mente que os tubarões, em grande parte e na maioria das vezes, têm medo do homem mas podem estar presentes ouvindo seus movimentos, mesmo que não sejam vistos. Não se deve, de modo algum, antagonizar ou provocar um tubarão. São atraídos, e incentivados a atacar, principalmente por sangue, comida (peixe morto), objetos metálicos brilhantes, cores berrantes, vibrações de baixa freqüência e explosões. Um peixe arpoado constituí-se em um enorme convite para o tubarão. Existem numerosas técnicas recomendadas para prevenir o ataque de um tubarão. Porém, nenhum dos métodos é 100% efetivo, visto que os mesmos são imprevisíveis nas mais diversas situações. Alguns princípios básicos, dentro do que se conhece, podem diminuir as chances de um encontro desagradável.


Nadar, surfar ou mergulhar, só com um companheiro ou em grupo. Sozinho você poderá tornar-se o alvo principal e único, e encorajar o ataque. Além disso, muitas vezes a vítima morre por falta de socorro imediato.


Não entre ou permaneça na água com ferimentos sangrando. As mulheres, assim, devem evitar de nadar em águas infestadas de tubarões durante o período menstrual.


Evite nadar ou mergulhar em águas turvas ou escuras, em locais com mais de 2 m de profundidade, em canais e em bocas de baía. Evite também o amanhecer e o crepúsculo, quando os tubarões estão mais aptos a se alimentar.


O lixo é também uma grande fonte de atração para o tubarão. Dessa forma, evite nadar em estuários ou baías onde há descarregamento de lixo ou vazadores de esgoto.


Nunca agarre, monte ou se pendure em um tubarão. Sua pele áspera, coberta com dentículos dérmicos, é capaz de provocar graves feridas na pele humana.


Se um tubarão for avistado procure deslocar-se com movimentos lentos e coordenados. Caso o tubarão demonstre estar muito curioso, tente sair da água, ainda de forma coordenada, sem dar-lhe as costas nem o perder de vista. Mantenha o "sangue frio" e não entre em pânico. Possivelmente ele irá reconhecer a área, dando algumas voltas ao seu redor, e depois irá embora.


Se você estiver mergulhando de garrafa permaneça submerso até atingir o barco. Você é mais vulnerável na superfície. Se não for possível sair da água mova-se para um terreno defensivo, como um recife de coral ou outro objeto imóvel à suas costas, e encare o agressor. Apenas nadar para o fundo nem sempre dá resultado.


Havendo investida do tubarão, deve-se tentar atingí-lo no focinho, olhos ou fendas branquiais. Entretanto, é muito difícil determinar quando o tubarão realmente atacará, pois, aparentemente, poucas espécies apresentam mudanças visíveis em seu comportamento antes da ofensiva. No caso de um ataque, lute com todo esforço possível. Ao contrário do que se pensa, o homem não é uma presa fácil para o tubarão.


Para os pescadores subaquáticos, o tiro só deve ser dado em último recurso. Por mais inofensivo que pareça, um cação ferido ou arpoado torna-se extremamente perigoso.

Quando arpoar um peixe, não o leve junto ao seu corpo. Utilize o barco ou uma bóia.

ASPECTOS MÉDICOS


Usualmente a lesão provocada pelo ataque de um tubarão advém de uma única mordida, de formato parabólico com bordas irregulares (múltiplas incisões lineares crescentes), que pode apresentar-se como laceração e/ou compressão, de acordo com o tipo de tubarão agressor. Em função da força mandibular empregada pelo animal, os danos podem extender-se internamente no abdôme e tórax quando a mordida ocorrer no tronco. Qualquer mordida, independente do tamanho do tubarão, deve ser considerada grave devido às grandes dilacerações que provocam. A hemorragia proveniente do corte de grandes vasos ou danos em estruturas internas altamente vascularizadas induz o choque hipovolêmico e o conseqüente afogamento da vítima. De acordo com os registros, a mortalidade provocada pelos ataques de tubarão está situada entre 20 e 35%."

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#9 Culdagor!

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Posted 27 September 2005 - 10:21 AM

Os ataques de tubarão é mais um daqueles mitos urbanos ridiculos como os jacarés nos esgotos.

Nem sequer há caso em que um Tubarão tenho comido um humano, simplesmente porque somos pouco gordos (bem, alguns de nós) quando comparados com a sua dieta usual.

O que acontece nos raros casos mortais, é que a primeira mordidela "exploratoria" do tubarão é suficiente para matar um humano.

De acordo com as estatisticas australianas há 1,2 ataques mortais causados por Tubarões anualmente nos ultimos 100 anos.

Uma média vastamente inferior ás mortes causadas por abelhas no mesmo periodo de tempo por exemplo. As mortes causadas por choque anafilatico após picadas de abelhas são de 5,3 por ano nos ultimos 100 anos.

Deixem lá os tubarões em paz porque remover um predador de topo traz consequencias bem mais graves do que as noticias alarmistas dos media.
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#10 OrangLaut

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Posted 27 September 2005 - 03:10 PM

Deixem lá os tubarões em paz porque remover um predador de topo traz consequencias bem mais graves do que as noticias alarmistas dos media.

Nem mais!

É bem mais interessate, e útil, partilhar conhecimentos e experiências sobre tubarões, sobre os seus hábitos e fisiologia, do que passarmos a vida a insistir no tema dos ataques de tubarões.

Entre aqueles de nós que já mergulharam com tubarões, quantos se sentiram ameaçados?
Tanto Mar, tão pouco tempo ...

#11 Culdagor!

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Posted 27 September 2005 - 03:38 PM

Já mergulhei com centenas de tubarões, desde com pequenos grupos de 5-6 a solitários, a grupos com varias dezenas. Nas Bahamas mergulhei com mais de 40 oceanic white tips, já mergulhei com gatas, touros pontas brancas e negras de recife e oceanicos e tigres, e nunca me senti minimamente ameaçado.
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#12 Guest_Fernando Oliveira_*

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Posted 27 September 2005 - 03:43 PM

Culdagor:
"Uma média vastamente inferior ás mortes causadas por abelhas no mesmo periodo de tempo por exemplo. As mortes causadas por choque anafilatico após picadas de abelhas são de 5,3 por ano nos ultimos 100 anos."

Isso quer dizer que há pessoas que ficam 70% vivas? [smiley=blush.gif]

#13 OrangLaut

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Posted 27 September 2005 - 06:17 PM

Culdagor disse: "Já mergulhei com centenas de tubarões, desde com pequenos grupos de 5-6 a solitários, a grupos com varias dezenas. Nas Bahamas mergulhei com mais de 40 oceanic white tips, já mergulhei com gatas, touros pontas brancas e negras de recife e oceanicos e tigres, e nunca me senti minimamente ameaçado".

Ora é aqui mesmo que eu queria chegar. Serão muito poucos os casos de comportamento agressivo não provocado por parte dos tubarões (estou a falar de mergulho com garrafas e não de situações de caça submarina em que há sangue na água e peixes a debaterem-se).

Considero-me um dos felizardos que tem a sorte de poder dizer "que chatice, lá vem outro ponta branca de recife, não haverá nada mais interessante para ver?" e também nunca me senti ameaçado por tubarões, nem mesmo por tubarões martelo solitários, que são considerados potencialmente agressivos.

As únicas situações mais tensas em que me encontrei ocorreram com tubarões cinzentos de recife (Carcharhinus amblyrhynchos), que são uma espécie territorial e que quando se sentem apertados exibem aquele comportamento típico de arquear o dorso e baixar as peitorais.

Bastou manter a distância para que esse comportamento desaparecesse e para que a calma voltasse. E estou a falar de mais de 10 tubarões juntos. Há que não esquecer que estamos em território de predadores e que na maior parte das vezes basta manter uma distância respeitosa para que possamos coexistir pacíficamente com eles, no meio deles.

Isto tudo para voltar a defender a ideia de que devemos sobretudo partilhar informações e conhecimentos sobre as espécies de tubarão que cada um de nós conhece em vez de repisarmos a velha história dos ataques e as imagens enganadoras de tubarões de bocas escancaradas e cheias de dentes.
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#14 Culdagor!

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Posted 27 September 2005 - 06:47 PM

Culdagor:
"Uma média vastamente inferior ás mortes causadas por abelhas no mesmo periodo de tempo por exemplo. As mortes causadas por choque anafilatico após picadas de abelhas são de 5,3 por ano nos ultimos 100 anos."

Isso quer dizer que há pessoas que ficam 70% vivas? [smiley=blush.gif]

É pá perdeste-me.

A média de mortos por dentadas de Tubarão é de 1,2 pessoas por ano.

A média de mortos por picadas de abelha é de 5,3 pessoas por ano.


O tubarão potencialmente mais agressivo é o Tigre durante certas alturas do ano, mas mesmo assim.....
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#15 balenapteridae

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Posted 27 September 2005 - 06:47 PM

"Isto tudo para voltar a defender a ideia de que devemos sobretudo partilhar informações e conhecimentos sobre as espécies de tubarão que cada um de nós conhece em vez de repisarmos a velha história dos ataques e as imagens enganadoras de tubarões de bocas escancaradas e cheias de dentes. "

Concordo plenamente. O "problema" da questão, tem a ver com a escassa informação do comportamento destes animais, sem ser a situação por ti referida - ATAQUES- . Só agora estão a começar a surgir movimentos, de modo a dismistificar o comportamento deste predador.

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...


#16 Fernando Reis

Fernando Reis

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Posted 27 September 2005 - 10:44 PM

mais um testemunho a favor dos tubs:

são bichos do topo de uma cadeia alimentar e reconhecem-nos como não fazendo parte dela. já mergulhei com pontas brancas de recife, pontas brancas oceânicos, silver sharks, nurse sharks(não sei as traduções correctas para português) e cinzentos e digo-vos q é o q mais me fascina no mergulho.

o meu statement é q os tubs não são perigosos, são sim, fascinantes e tudo farei para continuar a mergulhar com eles.

se alguma vez como remota hipótese, eu for "atacado" por um tubarão, garanto-vos q isso será sempre uma decisão unilateral do bicho sobre a qual eu não quero ter qualquer influência.

vivam os tubarões!!!
:-)
O azul... é tranquilidade e equilíbrio. Os que nos observam... podem.

#17 balenapteridae

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Posted 27 September 2005 - 10:46 PM

- tubarão tigre
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- Tubarão Cinzento dos Recifes (Carcharhinus amblyrhynchos)
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:-)

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#18 Fernando Reis

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Posted 27 September 2005 - 10:50 PM

obrigado balena, belíssimas fotos!!!
adoro o cinzento!!!
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#19 balenapteridae

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Posted 27 September 2005 - 11:08 PM

É das mais bonitas que tenho por aqui guardadas. As outras vou postando aos poucos.

Infelizmente não são minhas.... :unsure:

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#20 jose.alberto

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Posted 27 September 2005 - 11:09 PM

Atenção que aquele não é um tubarão tigre (Galeocerdo cuvier). O nome Tigre aparece em espécies que pouco têm a ver umas com as outras e as confusões surgem com origem no nome científico e nos nomes habituais em inglês, assim:

Carcharias taurus: Em português tubarão-touro ( o que existe no oceanário), em inglês surgem nomes como sand-tiger ou grey nurse shark.
......Será a Berlenga Atlantis?.......




Haliotis... Peniche...Berlengas